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Delegado do AICEP lembra que cada português no estrangeiro é um agente de promoção do seu país

Image - Luis Mouro Chamber Lunch

Luís Mouro

O novo responsável pelo AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) na América do Norte, Luís Moura, foi terça-feira apresentado oficialmente à comunidade empresarial luso-americana. A recepção, organizada pela Portugal—US Chamber of Commerce, decorreu numa unidade de restauração em Nova Iorque.

Ao dirigir-se aos presentes, Moura disse estar preparado para trabalhar com as diferentes entidades portuguesas e norte-americanas em prol do intercâmbio entre os dois países.

Ao almoço de apresentação, compareceram, entre outros, Pedro Belo (presidente do conselho de administração do Millennium bcpbank), Joaquim Garnecho (director do Banco Espírito Santo em Nova Iorque), Pedro Cunha McCarthy (director da Caixa Geral de Depósitos nos Estados Unidos) e José Manuel Coelho (director da TAP Portugal para a América do Norte).

Luís Moura nasceu em Lisboa e tem 35 anos de idade. É economista e formou-se pela Universidade Nova de Lisboa, embora a sua trajectória académica também o tenha levado ao Colégio da Europa, em Bruxelas (onde seguiu Estudos Europeus) e a outra instituição de ensino superior na Bélgica.

A sua carreira profissional de cerca de 12 anos inclui passagens no exterior por delegações do AICEP em Londres e Bruxelas e ainda Toronto, no Canadá, onde esteve 4 anos imediatamente antes de, em Janeiro de 2008, assumir a chefia da delegação em Nova Iorque.

Nas novas funções, Luís Moura vai coordenar as actividades do AICEP em Manhattan—onde trabalham uma dúzia de profissionais, São Francisco (onde estão três técnicos), Toronto (com 4) e a Cidade do México (2). “É este o ponto da situação neste momento,” disse Luís Moura, em declarações terça-feira ao LUSO-AMERICANO. “Pode evoluir, podemos vir a ter mais ou menos pessoal, mas neste momento é o que há.”

O AICEP tem como mandato, em tanto que organismo governamental de acção no estrangeiro, “promover as exportações portuguesas, os produtos portugueses nos Estados Unidos e o investimento americano no nosso país,” sublinhou Luís Moura.

Na área do turismo, outro sector importante sob a alçada da delegação do AICEP em Nova Iorque, “há que promover Portugal como destino”—acrescenta Luís Moura. Na sua perspectiva, urge “aumentar as exportações e as idas de americanos a Portugal. É para isso que aqui estamos, para trabalharmos nesse sentido com toda a gente, incluindo naturalmente o nosso parceiro natural, as comunidades portuguesas aqui residentes.”

Para Luís Moura, o envolvimento dos portugueses radicados nos Estados Unidos proporcionará “melhores resultados” naquela que é a grande missão do AICEP. “É preciso que toda a gente vista a camisola de Portugal e represente o seu país junto de amigos e vizinhos; promovam Portugal em cada oportunidade.”

As verbas destinadas por Lisboa ao AICEP não são, por si só, suficientes para levar o nome de Portugal a todo o extenso país que é os Estados Unidos da América. “O emigrante português é a pessoa que melhor pode promover o nosso destino,” afirma, a terminar, Luís Moura.

Luís Moura sucede, no cargo de delegado do AICEP em Nova Iorque, a Eduardo Souto Moura, que regressou a Lisboa.

O início de tarde começou com a actuação do grupo Alma de Coimbra, que de Portugal trouxe 14 elementos e a força da música portuguesa e lusófona. A sua presença nos EUA deve-se a outros compromissos de índole artística.
(Reprinted from LUSO-AMERICANO newspaper)

Posted on 19 Mar 2008
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